Tatini na imprensa

O Flavour Guide apresenta uma seleção de restaurantes da cozinha nacional e internacional localizados na cidade de São Paulo. Propondo uma verdadeira viagem gastronômica pelo melhor que a capital paulistana oferece, o guia traz sugestões a partir de um ponto de vista inédito: levando em consideração a inspiração que o leitor terá em cada momento que pensar na experiência gastronômica.

Os estabelecimentos foram cuidadosamente selecionados pelo consagrado crítico gastronômico Josimar Melo. São endereços para ir a dois: em família; fechar negócios; ver e ser visto. Sem deixar de lado todo o requinte da alta gastronomia; a riqueza de sabores, cores, e aroma da cozinha brasileira e universal; além de cafés, bares, botecos e docerias. Enfim, um convite para você descobrir novos sabores e desfrutar da arte de saborear pratos especiais.

Editora BBD

Autor JOSIMAR MELO

Ano 2010

Tatini

R. Batataes, 558 – Jardim Paulista

Tel: 11 3885 7601 – www.tatini.com.br

Fundado há mais de 25 anos e servindo cozinha italiana, continua a história do Don Frabrizio, aberto no meio do século 20.

 





Guia da Folha, janeiro de 2011

 

Tatini

Cozinha italiana com quatro décadas de tradição familiar. O carro-chefe são as massas de produção própria, como a palha e feno com ostras refogadas, champinhom fresco, toque de bacon e polpa de tomate. Outra opção é o filé-mignon de cordeiro grelhado em ervas com aletria.

R. Batataes, 558, Jardim Paulista, tel 3885-7601. 80 lugares. Ter. a qui.:23h às 15h e 19h ás 24h. Sex 12h às 15h e 19h à 1h. Sáb.: 12h às 16h e 19h à 1h. Dom.:12h às 17h.





TATINI

Casa tradicional em que são servidas as receitas da culinária italiana da família toscana Tatini, que chegou ao Brasil em 1954. Tem clientela fiel há anos.

  • O que comer: Estrogonofe de filé mignon e cogumelos. Steak diana , filé mignon no molho rôti, flambado em conhaque, com arroz no molho de carne.
  • O que beber: Com o estrogonofe, um Bordeaux branco, e com o steak diana, a sugestão é um bordeaux tinto.
  • Dica do chef: Ravióli de pato, com ragu de pato, pimenta dedo-de-moça e tomate.

R. Batataes, 558 Jd. Paulista





Revista Veja São Paulo, 2010

TATINI

No comando da casa está o italiano Mario Tatini, de 82 anos, auxiliado pelo filho Fabrizio. Compõem o menu receitas como risoto de camarão e lula em sua tinta e steak diana (filé mignon fino aos molhos rôti e inglês, polpa de tomate, mostarda e salsinha). R. Batatais, 558 (Flat Saint Paul), Jardim Paulista.

www.tatini.com.br





O restaurante Tatini é hoje o único lugar de São Paulo onde a “arte” da prática do Réchaud continua fazendo parte do dia a dia.

A coluna desta edição é uma homenagem.

Uma homenagem à arte culinária, a uma família e, sobretudo, a um personagem, o Sr. MárioTatini.

Uma história que começou em Santos, em 1954, quando o Sr. Fabrizio Tatini, pai do Mário e avô do também Fabrizio, ex-publicitário, 50 anos, que é o braço direito do pai no restaurante atual há mais de uma década, abriu o tradicional restaurante Don Fabrizio.

Logo a casa ficou conhecida e recebeu visitas ilustres, como a do lendário cantor americano Nat King Cole, em 1956, quando este veio fazer um show no teatro Paramount, em São Paulo. Em 1958, o jovem Mário Tatini veio inaugurar o famoso Don Fabrizio na Alameda Santos.

Vinte e quatro anos depois o Don Fabrizio foi vendido e, em 1983, inaugurava o restaurante Tatini atual.

Por isso o título “O último dos réchauds”: porque assim como a famosa lenda do índio moicano, nosso personagem principal, além de ser um grande guerreiro, também é um sobrevivente.

O Tatini é o único lugar de São Paulo onde a “arte” da prática do réchaud continua fazendo parte do dia-a-dia. Como ele mesmo diz: “Em casa sempre gostamos de ficar na cozinha, perto do fogão. O réchaud é um pouco da cozinha ao lado da mesa Neste simpático e elegante restaurante da Rua Batataes, sob a supervisão e a cordialidade do Mario Tatini (que afirma que quem escolhe sua roupa diariamente é a esposa) são executados, à frente do cliente, pratos de massas, carnes e camarões em charmosas frigideiras de prata. Muitos destes pratos são flambados, o que agrega um charme incrível a um dos melhores momentos do dia.

Apesar da idade (82 anos), Mário Tatini está sempre entre a cozinha e o salão, elegante e com o olhar perfeccionista avaliando cada prato e cada réchaud.

O serviço da casa pode ser chamado de 5 estrelas com louvor e quem prepara os pratos nos réchauds são os garçons que, para dar conta de tal proeza, são verdadeiros cozinheiros de paletó, no padrão de elegância do dono da casa, que passam 15 ou 20 minutos na frente do cliente fazendo o passo a passo de cada prato. Isto após terem feito uma demonstração das matérias-primas utilizadas na criação.

Até como entrada é possível curtir este show, pedindo o “vôngole no réchaud”. Nos pratos de carne, clássicos como o steak à Diana ou mesmo um strogonoff incrível com direito a uma passada de batata palha no molho nd réchaud são boas pedidas.

Nos camarões, que chegam descascados e lindos à mesa, são várias as opções. Uma criação famosa e aprovadíssima por mim e por Natale Giramondo (que escreve as matérias de viagem desta revista) é o camarão à Marie Stewart. Como diz o nome, além dos graúdos camarões-rosa, só leva ingredientes britânicos. Molho inglês, mostarda em pó Colman’s, flambado no scotch Black and White…

A magia do réchaud é que possibilita ao cliente um melhor reconhecimento dos sabores e dos resultados de suas misturas, isso porque a mesa acompanha detalhadamente a preparação, a ordem e as quantidades de cada ingrediente.

A experiência é tão completa que dá vontade de ficar falando das sensações que essa mistura de visual e de paladar proporciona.

Ambiente do Restaurante durante o almoço

Mas qual é o segredo? Por que os outros restaurantes tradicionais que usavam réchauds abdicaram? Porque a prática requer não anos, mas décadas de treinamento para conseguir formar dois profissionais em um. O cozinheiro e o garçom, numa só pessoa, à altura desta soma de funções em um restaurante de nível.

Aquele da foto que nos atendeu na ocasião desta matéria é o João Henrique, que é o “baby” do time, porque só tem 30 anos de casa (desde 1980). O Mâitre (Jorge) está na casa desde 1968. O simpático José Dias Luna, desde 1966. E por aí vai. Até o manobrista, o “Ximbica” está na casa desde 1968.

Prova que muitos garçons ou cozinheiros, como preferir, são remanescentes do Don Fabrizio da Alameda Santos.

Até mesmo o couvert é simpático e delicado, composto por salsão temperado, vôngoles, um patê delicioso e o verdadeiro pão italiano.

Como não poderia deixar de ser, o barman prepara Martínis e outros drinks ”comme il faut”.

Ah! De terça a sexta a casa oferece um meni executivo muito completo. Sou fã da quarta-feira, quando reina o Ossobuco com risoto à milanesa.

Só me resta agradecer à famíliaTatini e, especialmente, ao Sr. Mário Tatini, que muito prazer nos proporciona há tanto tempo e que é a prova viva de que amor e dedicação ao que se gosta é a pura receita da longevidade. Até!

georges@29horas.com.br

 

Tatini – R. Batataes, 558, tel. 3885 7601





O dia em que meu pai me tratou pela primeira vez como gente grande e eu, apavorada, saí correndo.

Meu pai e eu costumávamos almoçar juntos fora de casa. Como ele nunca dirigiu, era eu que ia aonde ele estivesse. E, normalmente, era meu pai, bom garfo, que escolhia o restaurante.Acho que essa rotina começou a ganhar ritmo pelos meus 25 anos. Embora ainda morasse com ele e com minha mãe, saía de casa muito cedo para trabalhar, voltava tarde e só ficava na cidade durante o fim de semana se estivesse muito doente. Então, esse era o método para manter o papo em dia – futebol, trabalho, livros, artigos de jornal que valiam a pena ser lidos e outros que mereciam ser rasgados. Mas, naquela tarde, quando nos encontramos no Tatini da rua Batataes, meu pai parecia diferente. Nada que pudesse ser constatado por turistas; era uma observação para residentes. Entrei e o vi sentadinho em uma mesa para duas pessoas: ele sempre chegava antes de mim. Cabeça baixa, lia uma revista de turfe. Notei que estava usando aquele terno bege de que eu não gostava (era claro demais), camisa branca e uma de suas dezenas de gravatas em tons de azul: a roupa clara não era o que dava pinta de seu estado de espírito. Talvez a posição da boca tivesse chamado minha atenção: arcada inferior projetada à frente, dentes de baixo mordendo em ritmo regular o lábio superior. Ele só fazia isso quando estava nervoso. Hoje, quando vejo minha irmã mordendo o lábio de cima, em nítida demonstração de ter ficado com a herança, sei que boa coisa não me espera.

Direto para o prato principal

Como sempre fazia quando me via chegar, ele se levantou, colocou o guardanapo na mesa e me deu um beijo e um abraço antes de puxar a cadeira para que eu sentasse. Até hoje sou capaz de sentir a sensação dos abraços de meu pai. Quando era menor,

tinha que me esticar para alcançar com meus braços os ombros dele, e aproveitava para me espreguiçar usando como suporte o seu pescoço. Devia ser um negócio totalmente incômodo para ele, mas o cara nunca reclamou quando eu fazia isso – e acho que dizia até gostar. Com o tempo, os abraços começaram a ficar mais encaixados até que eu, um dia, notei que estava tendo que dar uma leve abaixada para abraçá-lo. Nessa tarde no restaurante foi assim. Quando nos abraçamos, reparei que ele estava especialmente baixo, encurvado, derrotado. Perguntei o que tinha acontecido: quando a intimidade é grande, podemos ir direto para o prato principal, sem a necessidade de arruinar a fome com entradas indigestas. Ele me disse que estava muito deprimido, brigando demais com minha mãe, sem novos desafios profissionais e sem aquele impulso inicial para levantar da cama pela manhã. Depois de uma longa pausa, acabou contando que, pela primeira vez na vida, tinha pensado em desistir de tudo e se matar. Meu coração deu uma parada antes de disparar. E minha falta de jeito diante daquele desabafo, evidenciada por um longo período sem dizer nada, devia-se ao fato de, em nossas conversas, raramente sermos, ele ou eu, os protagonistas. Da minha parte, as escapadas eram premeditadas: eu não queria correr o risco de ver minha homossexualidade revelada. Até porque achava que seria capaz de, para sempre, esconder do mundo e de mim mesma quem eu era. Além disso, nunca me achei digna de dividir com ele assuntos tão sérios. Simplesmente porque, hoje entendo, era no olhar dele, e no de mais ninguém, que eu seria para sempre uma criança, e isso era confortável.

Era na presença dele,e na de mais ninguém, que eu estaria para sempre protegida, e isso era suficiente. Então, sentir meu pai tão indefeso, tão pequeno, tão perdido bem na minha frente estava me obrigando a crescer, e isso eu não estava a fim de fazer.

Gosto amargo da covardia

Quando consegui dizer alguma coisa, o fiz através de clichês. Em meia hora, virei um livro de autoajuda da pior espécie e, com palavras ordinárias, fui me perdendo apressadamente pela terra do lugar-comum. Sabia que o estava decepcionando: mais importante do que tirá-lo daquele lugar, era, pelo menos por algumas horas, entrar ali com ele e enxergar, de dentro para fora, aquelas angústias. Mas não foi o que fiz. Pelo contrário, apressei o almoço como pude e disse que precisava correr porque tinha uma reunião.

Saí de lá carregando comigo a abominável sensação que sentem os covardes de espírito. Naquela tarde, meu pai tinha me tratado como uma amiga, uma mulher, um ser humano maduro. E eu, em pânico diante de minha maturidade, havia saído correndo, como se pudesse fugir do meu destino, da evolução do que era. Como quem, mediocremente, se encolhe diante da chance de abrir mão de um tanto de segurança em nome da bem-vinda liberdade.

Meu pai morreria, vítima de um acidente hospitalar, cinco anos depois. Me deixou cedo demais, mas, ao lidar comigo sempre cheio de respeito e maturidade, suficientemente forte para conseguir seguir pela vida sozinha, para me entender como sou. Hoje, sei que aquele almoço marcou minha entrada no mundo adulto. A partir dali, tive que me reescrever, me revisitar e me rever. Quando o homem que é um pouco do que somos é capaz de nos tratar como se fôssemos uma coisa completamente nova, madura e robusta, é porque, de fato, devemos ser tudo isso. Se pudesse encontrar com ele para mais um almoço e o visse tão triste sei que agiria de forma completamente diferente.Antes de mais nada, não tentaria tirá-lo daquele lugar porque agora entendo que a tristeza é parte do jogo e que, sem ela, a felicidade não pode ser definida.

Talvez, pedisse um vinho, talvez citasse algum autor que pudesse ter dito melhor o que eu estava pensando, talvez até chorasse. Mas uma coisa eu certamente faria: diria a ele que não estava com pressa nenhuma porque não tinha nada para fazer naquela tarde a não ser conversar com ele. Porque não tem nada pior do que ignorar que tudo só existe aqui e agora. O segundo atrás e o segundo à frente simplesmente não estão lá – como meu pai estava, naquela tarde de verão em que nos encontramos em um restaurante da rua Batataes.

Texto por Milly Lacombe Fotos Ilustração Anna Anjos
Fonte: Revista TPM 





TATINI – A história deste restaurante tem início em 1954, quando os Tatini desembarcaram em Santos vindos da Toscana. na cidade litorânea abriram o Don Fabrizio, que migrou depois para São Paulo, foi vendido e acabou fechando. A casa sucessora adotou o nome da família e conserva o cardápio original, ampliado com o passar do tempo. No comando está o italiano Mario Tatini, de 81 anos, auxiliado pelo filho Fabrizio. Compõem o menu receitas como risoto de camarão e lula em sua tinta e fettuccine ao molho de cogumelo seco. Também há sugestões da culinária internacional, caso do steak diana (filé-mignon fino aos molhos rôti e inglês, polpa de tomate, mostarda e salsinha). Rua Batatais, 558





Tradicionalíssimo – TasteTV

O Tatini é uma verdadeira instituição gastronômica em São Paulo. No Brasil desde 1954, a família responsável pela casa é proveniente de Florença, na Toscana, onde vivia de hotelaria desde o começo do Século XX (em São Paulo, primeiro endereço foi em Santos). Hoje, o espaço que leva o nome da família destaca-se com um dos melhores cardápios de comida italiana da capital, além da simpatia do patriarca, Mario Tatini, que recebe os clientes como em sua casa. O segredo do sucesso? “Trabalhamos com muito amor e dedicação, e temos profundo respeito pelos nossos clientes. Cuidamos muito bem da nossa matéria-prima, do que produzimos”, diz Fabrizio Tatini.

No Brasil, foram os Tatinis que introduziram iguarias que os melhores chefes daqui não conheciam. A ostra gratinada, por exemplo, foi uma delas. O linguado, um peixe feioso, era literalmente jogado longe pelos próprios pescadores que os capturavam em suas redes. Na cozinha, a família apresentou receitas com o peixe, que viraram sucesso. Mais: clássicos da Europa chegaram ao Brasil como o centenário Steak Diana (um filé aplati com molho Rôti, polpa de tomates, mostarda, Worcestershire e salsinha), o Steak à Siberiana (com vodca, mostarda em pó e cogumelos frescos) e o Stragonov russo-afrancesado. O cardápio de massas – supersaboroso – inclui Panzeroti de Mascarpone com molho Pomodoro e Basílico, Fetuccine a Cabo Frio com Camarão e Espaguete a Marinara. Para completar, o carrinho de doces dá água na boca. Entre as sugestões, Banana e Manga Flambadas, Quindim e Torta de Limão.

O charme mesmo estava no preparo das iguarias, que encantaram gourmets e chefs de cozinha. Eles traziam as receitas à mesa, e as preparavam em frente ao cliente, em réchauds de prata, tradição mantida até hoje. O cardápio atual do Tatini é como uma enciclopédia gastronômica, um mergulho no passado. Nele constam pratos italianos mesclados a várias receitas da cozinha internacional. Os camarões são maioria e podem vir aos molhos Newburg (flambado em conhaque ao creme de leite com tomate) e King George (flambado em uísque ao creme de leite com cebolinha e cogumelo paris). Há treze receitas individuais do crustáceo. O linguado, outro clássico do Tatini, vem acompanhado de diversos ingredientes em diferentes pratos. Entre os acompanhamentos, uva itália a la creme, champagne, camarão, champignon e uva passa, abacaxi e alcaparra, quatro queijos e espinafre gratinado e com alcachofra. Aves? Delícias como Supreme de frango Ana Maria (ao curry com maçã sautê, arroz com passas e mango chutney), Supreme de frango a la kief com manteiga e Galetto di primo canto com funghetti e batatas fritas. Os preços variam de R$ 35 a R$ 60. Para quem ama gastronomia, o Tatini é obrigatório!

Por: Edwin Paladino TasteTV

 





Sabor e Vida, 2006

O italiano Mario Tatini revela a receita de um saboroso espaguete ao molho vermelho herdada de geração em geração.

Nascido e criado entre cozinheiros, Mario Tatini conheceu de perto a alta gastronomia de sua terra natal, a Itália. Hoje, aos 75 anos, o chef aplica todo esse conhecimento no aconche­gante e requintado restaurante que leva o sobrenome da família. Como bom italiano, Tatini come massa quase todo dia e não poderia dar uma dica mais apropriada: espaguete ao molho ver­melho. O macarrão é o preferido dele e a receita do molho passou de geração para geração: “Minha mãe e minha avó faziam”. O InCor-HC aprovou o prato.

  • Rigatoni, penne e fettuccine também combinam com o molho Alie Olive à Fiorentina.
  • Se for servir este molho com ravióli, prefira recheios neutros, como ricota ou mussarela de búfala, para não misturar sabores.
  • Filés grelhados de truta, linguado ou pescada, bem como escalopes de filé mignon ou alcatra, são outras boas opções para este molho.

Dicas do chef

  • Para tirar bem o sal da azeitona, troque a água fria duas ou três vezes no período de uma hora.
  • Os pedaços grandes de alho podem ser retirados antes de o prato ser servido.
  • Para quem gosta de alimentos mais picantes, acrescente ao molho 1 pimenta vermelha fresca “dedo de moça” cortada em rodelas

 





 

Livro A Receita de Mario Tatini

Luciano Dellarole

“Devorei”, para ficar no âmbito gastronômico, o livro A RECEITA DE MARIO TATINI em duas “refeições”. Na pri­meira ingeri 141 páginas e na segunda as restan­tes 55. Isso, com o apeti­te aberto pelo ar do mar de Santos, cidade onde a saga dos Tatini no Bra­sil teve inicio.

Vinha observando e anotando algumas coinci­dências numéricas. Ao chegar à página 184, deci­di por registrá-las nessa pequena nota sobre esse grande livro.

Don Fabrizio desem­barcou em Santos-SP em 13 de junho de 1953. 0 dia do mês é o mesmo em que nasceu num agosto.

O Don Fabrizio São Paulo foi montado na Alameda Santos 65. Em 65, ocorreu o falecimen­to da Sra. Santa Maria, Mãe do Sr. Mario e de seus irmãos Athos, Dino e Iolanda. O clã Tatini foi o 13º proprietário do prédio localizado na Ave­nida Ana Costa 482, em Santos.

A data de inaugu­ração do Don Fabrizio Santos, 04 de julho, coin­cide com a data nacional dos Estados Unidos da América, país onde o Sr. Mario esteve por uns tem­pos.

O livro traz citações sobre a primeira fun­cionária, Lucia Trezzi, que considerava-se Tatini e pelos Tatini era considera­da da Família, sobre o Jorge e o Ximbica, dois colaboradores que tive a oportunidade e o prazer de conhecer e que sempre tão bem atende­ram à minha Família.

Descobri, ou redescobri, que o Sr. Mario e o seu filho Fabrizio são Santistas, de torcida, como eu. E, a coincidência do Sr. Mario fazer diariamente a viagem nos dois sentidos entre São Paulo e Santos, como o meu querido avô José.

Ao ler que o restaurante seria o “quinto filho“ do Sr.Mario, lembrei de ime­diato da Marianita, que tem no Fanfulla outro so­brinho ou o filho único, que não teve. Ri, recordei, exclamei, imaginei, comparei, emo­cionei-me. Há tempos não sentia tão fortes sen­sações advindas de uma leitura.

Tive oportunidade de conhecer e frequentar qua­tro dos cinco endereços dos restaurantes da Família Tatini, exceto o de Santos, fechado em 1980. Na semana passada fiz que­stão de ir até o endereço do primeiro templo gastronô­mico dos Tatini.

As três unidades Tatini frequentei (a de Alphaville menos vezes). Sempre fo­mos amigável e impecávelmente atendidos pelo Mar­co na Urussuí e pelo Sr. Mario e/ou Fabrizio na Ba­tatais. Agora, terei ainda maior prazer em rever o Mario e o Fabrizio. A ad­miração de sempre aumen­tou a cada página virada durante a leitura da vida dessa Família. Apenas, fica a tentação de chamar o pro­tagonista apenas por Ma­rio, devido à intimi­dade transmitida a cada linha. Mas, o hábito será mais forte e continuarei a chamá-lo “Seu Mario”, as­sim como o tratei ao encontrá-lo caminhando na praia em Aruba, ativo como sempre, mas num raro de­scanso.

DO LIVRO

“Numerologia do Mario Tatini: para um negócio ter sucesso, deve contar com um número ímpar de sócios. Jamais um número par, e três é um número excessivo.”  (Extraído da pá­gina 184).

” Não foi só uma grande perda para a nossa coletivi­dade como para nossa Santos, o fechamento de um estabelecimento do mais alto gabarito, que mantinha através dos seus proprietários, como ponto de honra, um aten­dimento aprimorado e ir­repreensível á sua seleta clientela. ”  A Tribuna, 12 de março de 1980 (Rodapé página 179).

RECEITA DE SALA­DA DE MARIO TATINI

Um Sábio.
Um avarento.
Um pródigo.
Um pazzo.
Um sábio para colocar sal;
Um avarento para cui­dar do vinagre ou limão;
Um pródigo no azeite;
e um pazzo para misturar tudo muito bem.

Ficha Técnica do livro:

A RECEITA DE MARIO TATINI 199 páginas mais 39 com AS RECEITAS 40 Fotografias em preto e branco

Impresso em São Paulo – SP em novembro de 2004
Autora: Teresa Cristòfani Barreto

Editora Iluminuras Ltda. São Paulo-SP

Foto da Capa (Acima reproduzida): Pedro Me­squita

Per Mangiare Bene: Tatini Ristorante: Rua Ba­tatais 558 – São Paulo -SP

*O texto acima exigiu 1 hora e 10 minutos após o texto Inicial, com a máxima preocupação de quem escreve sobre um Amigo.