Tatini na imprensa

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Tatini – Casa tradicional em que são servidas as receitas da família toscana Tatini, que chegou ao Brasil em 1954. O cardápio inclui ‘Steak Diana’ (RS 87), filé mignon no molho rôti, servido com arroz ao molho da carne, e ravióli de pato (RS 67).

R. Batataes, 558, Jd, Paulista, 3885-7601 (80 lug.). 12h/l5h e 19h/Oh (6,, até 0h30; sáb.,12h/l6h e 19h/0h30; dom., 12h/17h; fecha 29. Cc.: todos. Cd.: todos. Manobr.: R$ 15.

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TATINI $$ Os garçons finalizando os pratos à mesa, num sincronizado balé de gestos e labaredas, dão o tom da casa: o serviço ali é à moda antiga. Que bom que alguém resolveu mantê-lo… No a caso, o responsável é Fabrizio Tatini, – neto e homônimo do fundador do restaurante, aberto em 1954. É ele quem hoje toca a casa e recebe os frequentadores à porta. Na frente dos clientes, os mestres de salão preparam delícias como linguinis em peças inteiras de grana padano, carnes flambadas (como o clássico steak à diana) ou crepe suzette. Todos eles têm experiência na cozinha – é uma exigência por ali para poder atender às mesas. O espetáculo vale a visita. E a comida também, é claro.

> Rua Batataes, 558, Jardim Paulista, tatinirestaurante.com.br

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O mago Mario e a futura chef do Tatini, Cecília…

silvio-lancelotti-2Finalzinho de 1972. Fazia um frio terrível em Palo Alto, uma hora ao sul de San Francisco, Califórnia, o Inverno mais inclemente em quase cem anos. Impossível sair do apartamento que eu, bolsista na Universidade de Stanford, dividia com um amigo também jornalista, Alex Gambirasio

Subitameente, o interfone toca. Orel Richards, o responsável pelo condomínio, me informa que uma senhorita, possivelmente brasileira, com certeza aeromoça, tinha um pacote a me entregar. Apesar da surpresa, autorizei que a rapariga entrasse no prédio e subisse ao meu pavimento.

De fato, uma aeromoça. Da Varig. Com um embrulho de isopor. Uma lembrança, ela me disse de Mario Tatini, do restaurante Don Fabrizio.

Tratava-se, acredite se quiser, de um Diana Steak, o meu prato predileto desde os meados da década de 50. Congelado, é claro.

Coloquei o filé no num forninho e o regenerei.

Fraternal, dividi a glória com o Alex.

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Beefsteak & Burgundy Club

Tatini Restaurante é reconhecido com 5 estrelas pelo tradicional Beefsteak & Burgundy Club, Brazil pelos seus serviços, pratos e carta de vinhos.

História de 50 anos do Beefsteak & Burgundy Club

No início dos anos 1950 alguns membros da indústria vinícola em Adelaide começaram o alegre hábito de almoçar às sextas-feiras. A maioria trazia uma garrafa de vinho em um saco de papel para degustação. Os comentários eram às vezes mais divertidos do que precisos.

Encontraram-se informalmente no Hotel Imperial, em uma longa e estreita sala de jantar, num palco ligeiramente erguido, numa extremidade, de onde podiam observar e ser observados pelos outros comensais.

Um dia em 1954 notaram que outros frequentadores estavam observando-os com interesse e inveja, por causa de seu óbvio prazer. Foi lançada a ideia de formar um clube para que outros pudessem participar. A partir deste início Beefsteak & Burgundy Club nasceu.

Em 01 de abril de 1954 a primeira reunião oficial da Fundação Club, para tornar-se conhecido como The Club , foi realizada no Ambassadors Hotel, Adelaide, South Australia. Esta reunião envolveu 8 pessoas, agora conhecidas como First Eight.

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Revista Gosto Edição 23

GOSTO DE DOCE

UM SHOW À MESA
A ARTE DE FLAMBAR NO SALÃO DO RESTAURANTE, DIANTE DO FREGUÊS. E A CREPE, SUZETTE, PRIMEIRA RECEITA FAMOSA A SER PREPARADA SEGUNDO ESSA TECNICA FRANCESA

 POR J.A. DIAS LOPES
 FOTOS REINALDO MANDACARU

Apesar de se notabilizar pela sua excelente cozinha italiana, o veterano Tatini, de São Paulo, também ficou conhecido por uma marca registrada da cozinha francesa: a arte de flambar. O restaurante a pratica comme it faut, ou seja, como deve ser. Os pratos de flambar são finalizados no salão, diante do freguês. Um profissional do salão coloca a frigideira ou panela sobre um réchaud, espécie de fogareiro de metal; despeja no alimento alguma bebida alcoólica forte e ateia fogo.


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Crise? A família do falecido patriarca Fabrizio Tatini (1910-1980) desconhece o significado dessa palavra. Instalado no térreo de um flat nos Jardins, o salão antigão de paredes revestidas de madeira está sempre cheio e os clientes são recebidos pelo neto de Tatini, também Fabrizio. Enquanto aguarda no bar petiscando chips servidos como aperitivo. repare no funcionamento azeitado da gentil brigada. A maior parte dos pratos e finalizada em frente aos clientes. Encanta o serviço de duas variações de linguine. O chamado nel grana padano (R$62,00) e mergulhado em creme de leite, depois transferido para uma linda peça de queijo, onde se mistura às lascas antes de
voltar para a panela até ficar fumegante. De sabor forte. mas menos untuoso, o toscana leva molho de tomate, azeitonas pretas e verdes e bastante azeite (R$57,00).Disposta no carrinho de sobremesas, a torta de limão sai por R$ 17,00 a fatia.

Rua Batatais, 558 – Flat Saint Paul – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Telefone 3885-7601

Tatini Restaurante Revista Veja

No menu predominam pratos italianos que se mesclam a receitas da cozinha internacional. Das entradas, saboreie os mariscos à provençal (R$30,00). Acompanhado de uma deliciosa aletria fresca, o filé de cordeiro é a pedida entre as carnes (R$81,00)
Rua Batatais, 558 – Flat Saint Paul – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Tel 3885-7601

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No menu predominam pratos italianos que se mesclam a receitas da cozinha internacional. Das entradas, saboreie os mariscos à provençal (R$30,00). Acompanhado de uma deliciosa aletria fresca, o filé de cordeirp é a pedida entre as carnes (R$81,00)
Rua Batatais, 558 – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Tel 3885-7601

 

TATINI

Há 60 anos Mario Tatini recebe clientes na sua casa de tom familiar. O menu tem toques franceses, como escargôs*, mas a veia italiana se firma nas massas feitas ali. /// For 60 years Mario Tatini has been welcoming guests to this family atmosphere venue. The menu has French touches, like esgargots*, but its Italian streak shows in the house-made pastas.

*Lamentamos informar que devido a descontinuidade de importação, no momento não podemos oferecer escargots.

 

Na primeira vez que fui ao Tatini, eu não tinha carro, não existia celular e nem imaginava que um dia escreveria sobre comida. E o que isso importa? Perto de completar 60 anos de trajetória gastronômica, sendo os últimos 30 anos vividos na Rua Batataes, o clã Tatini tornou-se guardião não só de receitas, mas de uma época. O que se constata na decoração, no serviço à antiga e, principalmente, no estrogonofe, seu carro-chefe. Isso significa que eu mudo, você muda e o restaurante, que permanece o mesmo, funciona quase como um espelho. É ali, periodicamente, que percebemos o que o tempo andou fazendo.

A história começou em Santos, em 1954, com o Don Fabrizio, inaugurado pelo toscano Fabrizio Tatini. Continuou em São Paulo, já sob o comando de Mario, filho do fundador. E se consolidou em 1983, com o nome definitivo e no endereço atual, quando a moda era abrir restaurantes em flats. Embora tenha nascido da cucina italiana, o Tatini, a meu ver, se forjou mesmo na cuisine internacionale. E muito da fama, é verdade, veio do fogareiro a álcool onde os pratos são finalizados, diante dos clientes. Algo que era chique, ficou meio cafona e, hoje, é uma expertise em extinção. (Lembro de Saul de Galvão, ressabiado com o uso do réchaud: “Lugar de fogo é na cozinha”, ele dizia).

Mas voltemos ao presente. O salão está sempre movimentado, inclusive à noite. Aos domingos, há fila de espera, com visitantes de várias idades, não apenas habitués de cabelo grisalho. Nos últimos anos, quem recebe os comensais é outro Fabrizio, o filho de Mario Tatini.

Na maioria das mesas, está lá o estrogonofe, a R$ 60 por pessoa. Os garçons de paletó bege, mais experientes, cuidam da preparação; os de branco, ajudam: é preciso subir na hierarquia para pilotar o fogareiro. Mas cabe a eles estacionar o carrinho e trazer da cozinha o mise en place, com manteiga, cebola picada, filé mignon em tiras e empanado na farinha, páprica (30% picante, 70% doce), cogumelos frescos, molhos (de tomate, molho rôti e inglês), conhaque. creme de leite.

A performance se configura aos poucos, a cada ingrediente adicionado à frigideira, a cada gesto. Não há pressa na construção dos sabores, e uma profusão de vapores e aromas vai dominando o entorno (o que inclui sua roupa). Até que chega o ápice cênico: a carne é flambada e o estrogonofe é servido, com arroz e batata palha. Tudo muito substancioso, porém equilibrado; solene, mas amigável. Claro que o Tatini não tem um prato só. Seu couvert (R$ 15), a despeito do pão meio murcho, é atraente, com salada de salsão, vôngole e patê de berinjela. E o extenso cardápio traz sugestões como o apetitoso steak diana (R$ 60), o segundo mais pedido; o ravióli de pato (R$ 55), um pouco pesado; e até virado à paulista (no menu do almoço). Mas, sinceramente, para que inventar?

Por que este restaurante?

É um clássico, comandado por uma família que chega aos 60 anos de gastronomia. E pelo estrogonofe.

Vale?

Do couvert à sobremesa, sem bebida (os vinhos são caros), come-se por entre R$ 100 e R$ 150. Vale o programa.

Onde fica

Tatini

Rua Batataes, 558, Jd. Paulista, 3885-7601. 12h/15h e 19h/0h (6ª até 0h30; 12h/16h e 19h/0h30; dom., 12h/17h; fecha 2ª). Cc.: todos. Estac.: Manob. R$ 10.